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Publicada em 06 de Setembro de 2008 ás 11:18

Zé Neto participa do Iº Seminário de Doação de Órgãos de Feira de Santana

O deputado Zé Neto durante o Seminário

A Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), discutiu pela primeira vez a questão da doação de órgãos e tecidos em Feira de Santana. O Iº Seminário de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes de Feira de Santana reuniu centenas de pessoas, no auditório do restaurante Kilogrill, na última sexta-feira (05/09). O deputado estadual Zé Neto foi convidado e participou do evento.

O seminário contou com a presença de vários estudantes da área de saúde da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e de cursos técnicos da cidade. Os participantes doaram dois quilos de alimentos que serão encaminhados a pessoas carentes que esperam na fila para receber um órgão.

O seminário discutiu, inicialmente, a situação dos transplantes no Brasil. 60 mil pessoas aguardam na fila de transplantes no país e na Bahia são 40 mil; em seguida, os palestrantes discutiram sobre a alocação e distribuição de órgãos e os cuidados no pré e pós-transplante. À tarde, discutiu-se a odontologia e os transplantes na área, além de transplante de córnea, processo de doação de órgãos e como aumentar o número de transplantes no país.

A coordenadora do CIHDOTT do Hospital Geral Clériston Andrade, Fernanda Santos, mostrou que outros Estados agilizam os processos de necropsia. “Em Santa Catarina já existe um programa onde o médico do IML é levado ao hospital onde faz a necropsia e a captação do órgão no centro cirúrgico. A pauta de reunião é muito importante para poder adiantar as necropsias de pessoas doadoras de órgãos e que sofreram morte violenta, porque a maior dificuldade acontece após a captação dos órgãos de quem sofreu morte encefálica, por exemplo, tem que ir para o Instituto Médico Legal – após as 6 da tarde o corpo só pode ser necropsiado no dia seguinte. Como é que podemos beneficiar esta família, que teve uma perda de um ente-querido e tem que esperar até o próximo dia para fazer a necropsia? O deputado Zé Neto abraçou esta causa, sensibilizou-se a este projeto e está buscando agendar uma reunião com o secretário de Segurança Pública, César Nunes, para discutir este problema e tentar resolvê-lo”, salienta a coordenadora.

Edilma Reis, diretora-geral do Hospital Geral Clériston Andrade, falou sobre a importância do evento, pioneiro em Feira de Santana. “Qualquer cidadão, qualquer familiar, pode estar sujeito a precisar da doação de órgãos. Então é importante discutir este assunto aqui na região. Existe uma comissão interna no HGCA que faz a captação de órgãos. Depois deste seminário, certamente vamos ampliar o número de doações na região de Feira de Santana. O seminário é fundamental para os funcionários que trabalham na área de Saúde, os assistentes sociais, psicólogos que podem compor a equipe do CIHDOTT. Qualquer hospital que tenha mais de 80 leitos deve ter por lei esta comissão, mesmo que não realize o transplante. O objetivo é justamente educar e fomentar para que essa doação possa ser feita em outros hospitais”, destaca.

O deputado estadual Zé Neto elogiou a iniciativa do evento e frisou o seu comprometimento com a melhoria no processo de transplante de órgão na Bahia. “Agora é trabalhar para que possamos construir imediatamente uma pauta de reunião com o secretário de Segurança Pública para viabilizar uma atenção mais qualificada no que diz respeito às necropsias e a rapidez com que elas possam ser feitas. Inclusive, para que possam ser feitas à noite. Queremos reformular isso e também discutir a possibilidade de preparar os nossos peritos para que tenham uma atenção a essa questão do transplante e possam, na medida do possível, liberar com mais celeridade os pacientes, para que tenhamos um processo com mais rapidez e mais eficiência”, afirma Zé Neto.

No final do Seminário, Genésio de Souza Neto, que aguarda na fila de transplante de órgãos, prestou um depoimento emocionado aos participantes do evento. “Estou aguardando na fila de transplante de rim há aproximadamente quatro anos. Eu acredito que de uma maneira muito boa, as pessoas têm se empenhado bastante. Acredito muito e tenho perseverado bastante na espera, até porque a assistência que estou recebendo aqui é muito boa, a equipe é muito estruturada em todos os sentidos e é uma coisa que nos dá uma segurança maior de que vou conseguir o transplante de rim”, disse Genésio de Souza Neto.



Assessoria de Imprensa

 

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